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Lançamento do livro “Amor Esquartejado”

18/10/2012

Outro parto, outro filho, outra felicidade. Será dia 06/11/2012, terça-feira, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista (Av. Paulista, 509., 01311-910, São Paulo).

Além da história estampada no título, ele narra uma sangrenta e velada guerra entre as polícias civil e militar de São Paulo. Seguem a orelha e anteparos da contracapa. Aguardo todos lá. Se não gostarem do livro, pelo menos a editora garantiu o vinho. Há um convite/evento no Facebook aqui.

A pré-venda começou na Saraiva, Martins Fontes e Livraria da Folha. Reserve o seu, caso não consiga ir ao lançamento.

“Franchini expõe policiais civis de São Paulo. Pode ser ficção, mas faz um sentido danado.”
Elio Gaspari – Folha de S. Paulo)

Era uma segunda-feira quando o país ficou sabendo de um assassinato brutal: um grande empresário japonês fora esquartejado, aparentemente pela própria esposa, no apartamento deles em um bairro de São Paulo. Com o passar dos dias, novas investigações revelariam que a mulher teria esquartejado o marido ainda vivo e que depois teria saído tranquilamente do prédio carregando os pedaços do corpo em malas de viagem.

Ciúmes? Vingança? Raiva? Loucura? Longe da pretensão de dar respostas, Amor esquartejado busca recortes e pontos de vista diferentes e surpreendentes. Mais uma vez, Roger Franchini leva seus policiais a uma emocionante investigação cujos envolvidos podem estar bem mais perto do que todos pensam.

“Se há um lugar comum sobre literatura é relativizar a importância da ‘pesquisa’ para o desenvolvimento de personagens ou de uma trama. Roger Franchini, no entanto, sem muita escolha ou premeditação acabou por desvencilhar-se da imagem convencional do escritor para colocar-se entre os homens que escrevem. Assim como Tchékhov foi médico e Hammet foi detetive na Pinkerton, Roger foi investigador da polícia civil de São Paulo. Uma escola de vida…e morte!Conheci-o por intermédio de um produtor que planejava adaptar para o cinema outro de seus livros: “Richthofen, o assassinato dos pais de Suzane”. Infelizmente o projeto ainda não vingou, mas ao menos pude ler em primeira mão o novo relato inspirado em mais uma loira fatal. Dessa vez é a ex-garota de programa e viúva do empresário nissei a quem ela – assegura o inquérito – teria matado e esquartejado com o objetivo de ocultar o cadáver. Tudo por conta de ciúmes – creiam – de outra garota de programa!Roger, contudo, escapa da vala comum do noticiário ao perscrutar possibilidades inauguradas por detalhes da investigação que apontavam para um eventual conflito entre policiais civis e militares que, de fato, faziam bico garantindo a segurança pessoal de empresário morto. A experiência na Força aliada a imaginação vertiginosa permitiu-lhe criar esse cenário de confronto entre civis e fardados. Mais do que um thriller, em ‘Amor Esquartejado’ os personagens se debatem em solidão, incapazes de ouvir e muito mais de dizer qualquer palavra que lhes permita viver com o outro. Preferem sempre a morte.” (Victor Navas, roteirista dos filmes “Cazuza”, “Carandiru”, entre outros)

Imagem

Trecho:

“O investigador era sua quarta transa desde a noi-te passada. E a primeira em que gozou. A língua de café amargo percorria a boca do policial, lembrou-se do velho de sobrancelhas grisalhas e espetadas que chegou às oito e meia, com o Jornal Nacional, e que só queria um beijo longo. Esse ela não contabilizou como sexo, mas cobrou a hora pelo mesmo esforço. Dizia-se advogado e com esposa fria desde sempre, apesar de ter lhe dado dois filhos há quatro dezenas de anos.

Nove e meia, o baixinho invertido que gostava de usar calcinha enquanto ela o chupava. Quinhentos reais. Onze e meia veio o velho silencioso e bem-dota-do, que além dos oitocentos reais também lhe trouxe um par de brincos solitários.

Uma hora, cliente novo, oriental, sorridente. Con-versaram durante quase todo o tempo. Pelo horário em que se dispôs a visitá-la, supôs que a aliança que trazia na mão esquerda já não lhe valesse o risco de ser descoberto pela esposa. Despediu-se ao perceber que o sono já pesava nos olhos da mulher.”

Quartered Love

The detective was her fourth fuck of the night. And the first during which she came. Her tongue, bitter with the taste of coffee, ran around inside the policeman’s mouth, reminding her of the old guy with the stubbly grey eyebrows who’d arrived at nine o’clock sharp, as prompt as the evening news, and who only wanted a long kiss. She didn’t count that as sex, but she still charged for the full hour. He’d said he was a lawyer and his wife had always been cold with him, though she’d born him two kids forty-odd years ago.

Ten o’clock, the stumpy cross-dresser who liked to wear a pair of panties while she sucked him off. Five hundred reais. Eleven thirty, the old, quiet, well-endowed guy, who gave her a pair of earrings as well as her eight hundred reais

One o’clock and her newest client, oriental, smiley. They chatted almost the whole way through. Judging by the time he’d chosen to visit her, the wedding ring on his finger no longer counted for much and he didn’t care whether his wife knew he slept with call girls or not. He only left when he noticed sleep was weighing heavy on Barbara’s eyes. (translated by Jethro Soutar)

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