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Assalto ao Banco Central: do livro “Toupeira” ao filme

19/07/2011

O contato com a imprensa nos últimos meses tem me ensinado que nem tudo o que dissemos é publicado. Com a estreia do Filme “Assalto ao Banco Central” nessa sexta-feira, 22/07, tenho feito o papel de coach de repórter. Convidam-me para entrevistas, conversamos por horas sobre o crime, passo as informações que consegui com os meses de pesquisa, números e dados disponíveis nos órgãos públicos a todos que queiram entender a lógica da meritosa investigação da Polícia Federal sobre o furto ao Banco Central. No final, a matéria é publicada sem nem uma notinha de agradecimento.

Não preciso aqui usar o clichê “sem generalizar”. As matérias dos jornais nordestinos, talvez pela proximidade com o assunto, mostram-se as mais interessantes, porque mais completas. Há profissionais que me desafiam pela inteligência e profundidade do raciocínio, o que me deixa otimista com o futuro do jornalismo.

A pergunta que mais ouço é  “quanto do livro é ficção?” Não sei dizer. Nunca pretendi criar um livro investigativo, porque isso seria injusto com o leitor. Não tenho dinheiro para me dedicar o tempo necessário a fazer o trabalho que a PF não conseguiu. Por isso optei em só contar o que estava no processo e, óbvio, daquilo que tinha certeza: que os ataques de maio de 2006 feitos pelo PCC em São Paulo decorreram dos sequestros praticados por policiais paulistas aos ladrões do BC.

De certa forma, antecipei o estudo da Clínica Internacional de Direitos Humanos de Harvad feito em conjunto com a ONG Justiça Global, chamado ” “São Paulo sob Achaque: Corrupção, Crime Organizado e Violência Institucional em Maio de 2006“, que comprovou que a causa dos ataques foi o gigantesco aumento de achaques praticados por policiais paulistas a partir de 2005, por meio de estatísticas. Como ninguém nunca perguntou às vítimas dos sequestros o motivo dos crimes, eu fiz isso com as lembraças da época de investigador de polícia.

Se tivesse conversado com os ladrões, não tenho dúvidas de que o livro teria sido um libelo ao direito penal mínimo, e abandonaria o projeto da Editora Planeta com a coleção Grandes Crimes.

Estou convencido de que os critérios para a escolha de pontos de vista da imprensa é fruto de falta de tempo e espaço para o texto. O melhor exemplo é a matéria abaixo, primeira versão de um trabalho corajoso e humano, como deveria ser a imprensa, feito pelo jornalista Felipe Milanez, que acabou sendo publicado de outra maneira. O compromisso com a verdade e as fontes, a despeito da insensibilidade do leitor à crueldade do nosso sistema penal, me motivou a transcrevê-lo aqui. Divirtam-se!

Em tempo: aguardo dos amigos as comparações do livro “Toupeira” com o filme. Caso não queiram se indispôr com o patrocinador, podem me encaminhar as opiniões no e-mail cultcoolfreak@gmail.com

O MAIOR ASSALTO DO BRASIL

Por Felipe Milanez

Em menos de 24 horas, uma quadrilha de 30 pessoas arrastou mais de três toneladas de dinheiro em papel, em notas velhas de R$ 50,00 amontoadas em quantias de R$ 500 mil em sacos plásticos amarelos, por uma distância de 80 metros dentro de um túnel a três metros de profundidade.

Tinha a altura de 70 centímetros e era necessário andar agachado em alguns trechos – especialmente para atravessar uma rede de esgoto que cruzava o caminho. O dinheiro era colocado em carros e levado para longe dali onde se encontravam: uma casa simples no centro de Fortaleza a uma quadra de distância do caixa forte do Banco Central, onde ocorria o furto. Tinha assim, no sábado 6 de agosto de 2005, início a dispersão de R$ 164 milhões, que foram enterrados em quintais, escondidos em estofamento de carros, em fundos falsos de casas, lavado na compra de bens, alimentado a corrupção policial e capitalizado o crime organizado.

Apenas uma quantia aproximada de R$ 25 milhões foi apreendida pela Polícia Federal. Os bandidos que se envolveram diretamente foram identificados e quase todos presos (alguns já soltos após cumprirem parte da pena). O crime ganhou atenção da mídia nos últimos anos. Virou um livro, lançado no início do ano, Toupeira, de Roger Franchini (editora Planeta), e um filme que sai em julho, Assalto ao Banco Central, dirigido por Marcos Paulo. São obras de arte que tentam contar a história de um “roubo cinematográfico” pela ótica da ficção, baseada nos fatos um tanto peculiares da trama.

Ocorre que as grandes questões do maior assalto a banco da história do Brasil, nesses anos que passaram, não foram esclarecidas: para onde foi o dinheiro? Como fizeram um túnel tecnicamente perfeito? Quem passou informações internas do banco? Os criminosos, individualmente, podem não ter vencido no final. Mas o crime atingiu seu objetivo. Nesse drama real, o mundo do crime venceu.

Do outro lado do parlatório, Geni pede licença. Uma divisória de madeira com uma grade de arame separa nossa conversa e situação de vida: eu em liberdade, ela reclusa. “Coisa de mulher”, explica sua advogada, Maria Erbênia Rodrigues. “Ela quer se arrumar para a entrevista”. Geni levanta-se e segue para sua cela.

Geniglei Alves dos Santos (no meio) - Tuno Vieira (Diário do Nordeste)

Alguns minutos depois Geniglei Alves da Cruz surge ao meu lado. A divisória, aqui no Instituto Penal Feminino, é mais um símbolo a ser respeitado do que uma real divisão física intransponível. Geni é mais baixa do que parecia sentada. Expressa simpatia e tem a pele branca – “está mais branca”, comentou depois comigo Maria Erbênia. “Pronto”, diz a cabeleireira de profissão e que agora tem as pálpebras e o contorno dos olhos pintados, batom vermelho e o cabelo preso por uma tiara.

Supostamente, ela deveria passar 160 anos da sua vida apenas do lado de dentro. Todos sabem que isso não vai acontecer. Como muitos dos indiciados, ela era ré primária e foi atraída por uma solução fácil para a vida dura que levava. Resultado parcial do seu envolvimento no crime: cadeia e medo.

“Eu tenho medo. Foi muita gente sequestrada. Um irmão meu foi. Tenho medo de pensarem que eu tenho dinheiro”, diz a presa. Quando retomar sua liberdade, Geni afirma que vai ter medo. – “A cidade é pequena, comentam sobre pessoas suspeitas.”

Ela não vê a cidade de Boa Viagem, onde nasceu, cresceu e vive, há três anos. Irmã de Alemão, Antônio Jussivan Alves dos Santos, apontado como um dos líderes do assalto, ela teria servido como secretária da empresa de fachada, integrando a quadrilha, o que lhe rendeu 5 anos pelo furto e 2 por formação de quadrilha. Mas após o crime, as investigações concluíram que ela estava lavou o dinheiro conseguido pelo irmão. Por isso, foram mais 153 anos. Geni, que teve a maior condenação de todo o crime, recorreu da sentença.

O palco onde tudo aconteceu é uma casa simples, numa rua pouco movimentada do centro de Fortaleza. Paralela à avenida Dom Manoel, a residência do número 1071 da 25 de março é um ponto de atração na capital cearense. De onde eu estou, no churrasquinho de rua do seu Valdecir, em frente à fachada quadrada com muro verde claro, vejo no mesmo plano uma massa retangular imponente, de vidro, que sobressai a 100 metros dali, ao fundo: é o Banco Central do Brasil.

Foi dessa pequena moradia que partiu o túnel. Sua confecção foi precisa: linear, escavado em profundidade e com alicerce para evitar desmoronamento, em direção exata ao interior do caixa forte do banco, onde atingiu o objetivo a 1,5m após atravessar a parede que, do lado de fora, tem quase 10m de altura na avenida Dom Manoel. Não soou alarme. Ninguém foi filmado. Não foi encontrado croqui do plano – provavelmente destruído. E a polícia, os peritos e a justiça afirmam: alguém do banco passou informações.

Essa pessoa nunca foi identificada. Especula-se que tenha sido vigilante da equipe de segurança – mas ele teria cometido suicídio quando foi descoberto pela polícia. “O montante levado não representava 1% do que havia lá dentro. Havia cerca de R$ 8 bilhões no cofre”, afirma o delegado federal responsável pela investigação do crime, Antônio Celso dos Santos – hoje adido policial no Paraguai.

Foi apenas na segunda-feira, quase dois dias depois do crime, que a investigação teve início. Partiu-se de uma pista deixada por um cartão de telefone raspado, esquecido dentro do túnel, através do qual pode ser mapeada a rede de comunicação da quadrilha. Formalmente concluída no final de 2009, a investigação culminou com a prisão de Moisés Teixeira da Silva, em São Paulo, o último dos lideres que estava foragido.

Segundo o delegado da polícia federal: “todos os participantes diretos foram identificados, presos e processados (com exceção dos dois que estão foragidos), assim como também foram identificados, presos e/ou processados um grande número de ‘laranjas” e foi apreendido e/ou sequestrado parte do dinheiro subtraído ou bens adquiridos com o produto do crime.” Para o futuro, diz que a instituição segue alerta para apreender mais dinheiro, sequestrar bens e prender pessoas que participem de ações ilícitas relacionadas com o caso.

O primeiro a cair foi José Charles Machado de Morais, na mesma semana do furto. Ele havia comprado nove veículos da empresa Brilhe Car, pagando todos em notas de R$ 50,00, no total de R$ 980 mil. O assaltante transportava três veículos em um caminhão cegonha de sua empresa J.E. Transportes, quando foi interceptado próximo a Belo Horizonte. Ele havia deixado Fortaleza no domingo, 07 de agosto, com destino São Paulo. Nessa ocasião, a polícia encontrou R$ 3.9 milhões.

Algum tempo depois, a perseguição da polícia caiu na Justiça. Os donos da Brilhe Car, por exemplo, foram absolvidos pelo Tribunal Regional Federal, e José Charles Machado de Morais também já está solto. Muitos dos que foram presos, já saíram da cadeia. Dos 36 indiciados de terem participado diretamente no crime, dois estão foragidos, um fugiu da prisão e quatro morreram.

A corrida atrás do dinheiro, quando não é encontrado dentro dos sacos plásticos amarelos com montes de R$ 500, mil, é ingrata. Enquanto ocorria em maio de 2011 um leilão na de uma casa em Alphaville, São Paulo, a Justiça federal esperava recuperar uma parte considerável, com o lance inicial de R$ 1.136 milhão, a venda de cinco cavalos e seis burros apreendidos em Alagoinhas, na Paraíba, rendeu apenas R$ 3.500,00 (R$ 200,00 a mais do lance inicial) em agosto de 2009.

O primeiro bem leioado foi uma kombi, que saiu por R$ 4.540,00 (R$ 400 a mais do lance inicial). No total, o levantamento mais recente da Justiça Federal aponta que foram arrecadados em leilões na internet R$ 2.592.442,16. Aproximadamente 1,5% do valor furtado.

Parece pouco, mas os R$ 25 milhões que a PF afirma ter recuperado pode ser considerada uma das maiores apreensões já feitas pela polícia brasileira. Dificuldades não faltam. Notas velhas de R$ 50 são voláteis e os bens arrecadados mascaram valores: os ladrões costumam pagar bem mais do que valem, na pressa de aplicar o dinheiro, e quando vão a leilão, saem por um preço abaixo do mercado. Com isso, estariam circulando pela economia do crime cerca de R$ 140 milhões pelas velhas notas de onça.

A estratégia da Polícia Federal para apurar o caso, que possuía muitos envolvidos, espalhados e escondidos em vários estados do Brasil, foi dividir a investigação por “fases” e os investigados por “células”. Em cada “fase”, era escolhido um grupo de investigados, contra os quais já possuíam pistas. O objetivo, além de prender o meliante, era levantar os bens comprados. Dessa forma, a PF conseguiu prender tanto os autores diretos, bem como os laranjas que estavam ajudando a lavar ou ocultar o dinheiro roubado – que também eram presos e processados. No total, foram mais de 200 indiciados.

“Não havia a figura de um líder oficial”, diz o delegado. Mas sim o “dono da fita”: aquele que recebeu a informação privilegiada sobre o alvo a ser atacado. “Ele convidava os seus parceiros e conhecidos de outros crimes para participarem, e estes também convidavam outros até que completasse o número desejado pelo ‘dono da fita’”, explica Santos, da PF.

Como uma joint venture do crime, o projeto econômico envolveu uma célula nordestina, capitaneada por Alemão (que teria recebido a informação), e dois grupos distintos, com origem em São Paulo, que “tinham como principais mentores os meliantes chamados Luiz Fernando Ribeiro, vulgo Fernandinho (extorquido e morto após ser sequestrado por alguns policiais paulistas do DEIC/SP), e Moisés Teixeira da Silva, vulgo Cabelo, hoje preso, que havia fugido do Carandiru por um túnel”, detalha Santos.

“Sapo tem olho grande, mas só vive na lama”, leio num papel impresso colado na parede do bar de Valdecir. Pensar em lama é um tanto apropriado para o momento, tendo em vista que os criminosos chafurdaram em lama e areia ao longo de três meses.

“Alimentei o Alemão, e os tatus vinham comer aqui também”. Ninguém na vizinhança se deu conta do que acontecia. Os criminosos eram discretos, e tanto o churrasqueiro, quanto os mototaxistas da esquina, e outros donos de botecos da rua são unânime sem enaltecer a obra. Repetem, com certo orgulho, o discurso da ausência de violência do crime em si. “Eu entrava nessa fita se soubesse. Pegava o dinheiro e comparava uma frota de buggy em Jericoacoara”, afirma um mototaxista. “Ia viver feliz”, sonha.

Sim, é um sonho. “Quase todos disseram que o lucro que conseguiram com o furto foi usado para o pagamento de policiais como preço de suas liberdades”, escreve Franchini o livro Toupeira.

A realidade da economia criminosa é bem menos romântica. Para começar, a maioria dos bandidos sofreu achaques e sequestros – daí o medo expresso por Geni na cadeia. “Apesar do furto ter sido praticado sem violência em sua preparação ou execução, os indivíduos envolvidos possuíam longa ficha penal pelos mais variados crimes violentos, tais como roubos, sequestros, homicídios, latrocínios. Muitos deles mataram desafetos a sangue frio, tanto nos períodos em que estavam presos quanto soltos nas ruas”, aponta o delegado Santos.

Entre as varias utilidades das milhões de oncinhas, o crime no nordeste pode ter sido um dos fatores que desencadearam, no ano seguinte, os ataques do PCC que pararam São Paulo. Além de ter financiado o sistema criminoso, é responsável por inflacionar os achaques rotineiros da polícia paulista contra os criminosos e propiciar uma capitalização da criminalidade.

De acordo com o estudo São Paulo sob achaque, realizado em parceria pela ONG Justiça Global e pela Clínica Internacional de Direitos Humanos da Universidade de Harvard, o alto grau de corrupção da Polícia Civil paulista persiste, e questionam: “Para onde foram as propinas que ladrões do Banco Central de Fortaleza, um dos maiores furtos da história, afirmam ter pago a Polícia Civil paulista?”

Grande parte foi gasta em parar São Paulo nos ataques do PCC, especula o ex-investigador da policia civil em seu livro: “se o dinheiro conseguido no furto do Banco Central foi o causador da ganância que originou a onda de sequestros contra os irmãos, ele também patrocinou a munição que impôs aquele terror.” Informação que é respaldada pelas investigações: “surgiram indícios que vários dos investigados pelo furto ao BC haviam participado direta ou indiretamente (fornecendo dinheiro para compra de armas, veículos, etc.), dos ataques do PCC em São Paulo.” Na mão da polícia corrupta, a estimativa da PF é que tenha ficado algo em torno de R$ 40 milhões.

O maior assalto do Brasil talvez tenha sido o maior financiamento ao sistema criminoso da história do Brasil. “Quase todos os componentes da quadrilha são membros do PCC. E, como irmãos ou associados, após um roubo praticado doam parte dos rendimentos ao Partido ou enviam dinheiro para ajudar vários outros irmãos presos”, explica Santos.

São Paulo parou pela ação iniciada na pequena Boa Viagem. É dessa pequena cidade no sertão cearense de onde vem Alemão, Geni, José Charles e grande parte da célula nordestina. É o “grande celeiro”, na expressão do delegado da PF. Até o ex-prefeito do município Argeu Nunes Vieira chegou a ser preso acusado de financiar parte do crime.

Pobreza e abandono, falta de perspectiva e ausência do estado, são fatores que podem ter contribuído para que dezenas de pessoas unissem esforços para roubar um banco. Em 2005, o PIB da cidade foi de R$ 81 milhões, ou seja: menos da metade do valor furtado no BC.

Durante a época de chuva, Boa Viagem localiza-se em meio a um vale verdejante circundado por colinas. A vegetação é uma típica caatinga, que se embranquece durante o longo período de seca. Com a falta de água, vem a fome para grande parte da população de 54 mil habitantes. A renda é rural, com criação de gado e bode, e insuficiente para saciar 41 mil pessoas inscritas no programa federal de combate a pobreza Bolsa Família. “Se o Bolsa Família cria dependência, ao menos serviu para diminuir os saques que ocorriam na seca. A população rural invadia a cidade, quebrava e roubava tudo o que encontrava”, diz a secretária de Trabalho e Ação Social, Isabel Cristina Silva Aragão.

Isabel nada fala sobre efeitos do crime na economia local, ou de pessoas envolvidas – mas conta histórias das tradicionais e sangrentas vendetas entre as poderosas famílias Lima Vieira, Araújo Marinho ou Queiroz. O crime do Banco Central é tema ingrato. Violência, por outro lado, é um tema constante no imaginário social.

Reação semelhante foi expressa por outras pessoas procuradas na cidade, na rádio local, no restaurante, e até na delegacia: silêncio quando o assunto se aproxima do assalto. Com Antonio Artenho da Cruz, vulgo Bode, filho de um conhecido fazendeiro local, e Juvenal Laurindo, da temida família Laurindo, escondidos por ali, o terror e o medo infestam o ar.

“Muita gente foi morta por saber demais nos últimos tempos”, alerta Isabel. “Temos que deixar para trás esse passado. O problema aqui é o crack.” Enquanto ando pelas ruas, recordo uma prudente informação do delegado Santos: Laurindo é acusado de ser um matador profissional e de já ter exterminado muitas pessoas na região, “motivo pelo qual morrem de medo de falar sobre ele.” Saber pouco, em Boa Viagem, é prudência.

Um consultor em segurança especializado em roubo a bancos no nordeste, que não quis se identificar, explicou a conexão entre a quadrilha de Boa Viagem e outras atuantes no sertão: “o grupo que fez o Banco Central atuou em outros assaltos. É uma quadrilha perigosa. Podem ter sido os responsáveis pelo assalto à empresa de segurança Corpus, quando levaram R$ 7,8 milhões em 1999 e ninguém foi preso. E talvez sejam os mesmos do Banco do Brasil de Iguatu.”

Entre todos os medos, Geni não teme passar 160 anos presa. De tantos fatos quase ficcionais que circundam os bastidores desse crime, esse é o menos plausível. Se ela sair após cumprir 1/6 da pena, com atenuantes legais, é difícil que o dinheiro, caso esteja escondido, tenha grande validade. E terá em torno de 70 anos. “É importante dizer: o crime não compensa”, comenta sua advogada enquanto saímos da prisão. Para o bandido, talvez não. Mas para o mundo do crime, ele faz a máquina girar.

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