Skip to content

O FURTO AO BC E O ASSALTO AOS ASSALTANTES – Elio Gaspari

17/04/2011

O FURTO AO BC E O ASSALTO AOS ASSALTANTES
Elio Gaspari – Jornal Folha de São Paulo – 17/04/2011 (só para assinantes)

“Está nas livrarias “Toupeira – A História do assalto ao Banco Central”, do advogado Roger Franchini, ex-investigador da polícia paulista. Finalmente alguém contou, ainda que de forma romanceada, o caso do furto de R$ 164,8 milhões (cerca de US$ 100 milhões), tirados do cofre do BC de Fortaleza. Foi o segundo maior furto em banco da história, perdendo apenas para o do depósito de Knightsbridge, em Londres, ocorrido em 1987, que rendeu US$ 113 milhões. (Em dinheiro de hoje, o assalto ao cofre do ex-governador paulista Adhemar de Barros valeu US$ 15 milhões.).

Em agosto de 2005, depois de dois meses de trabalho na escavação de um túnel de 40 metros, uma quadrilha entrou na caixa-forte e, durante dois dias, retirou mil sacos de notas de R$ 50. Passados seis anos, dois ladrões foram mortos em circunstâncias misteriosas, cerca de 40 pessoas foram presas, mas só foi recuperado o equivalente a cerca de R$ 50 milhões.

O furto em si já foi um feito cinematográfico. Num livro de 200 páginas, ele ocupa as primeiras 70. Daí em diante, a história é outra e Franchini conta uma história de assalto aos assaltantes. Numa época de narrativas policiais épicas criadas a partir do Capitão Nascimento de Tropa de Elite, “Toupeira” mostra outra realidade, menos emocionante, triste. Pelo menos um criminoso foi sequestrado e morto no cativeiro. Outros disseram que foram capturados e compraram a liberdade. Alguns bandidos tiveram familiares sequestrados.

Franchini informa que seu livro tem “60% de realidade e 40% de ficção”. A narrativa, no estilo dos romances policiais, captura o leitor, a despeito do excesso de personagens. Há ficção nos diálogos e em alguns episódios, mas todos os bandidos são reais, com exceção de um, irrelevante.

“Toupeira” conta que o furto foi praticado por experimentados expedicionários do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Isso está praticamente comprovado. (Com quanto o PCC ficou, não se sabe.) Na trama do assalto aos assaltantes, Franchini expõe policiais civis da São Paulo. Aqui e ali, existem indicações de que não tirou isso da própria cabeça. No seu grand finale, “Toupeira” conta que os ataques do PCC à polícia, que amedrontaram a população de São Paulo em maio de 2006, foram uma resposta da holding dos bandidos às extorsões e aos sequestros de seus familiares. Pode ser ficção, mas faz um sentido danado.”

Anúncios
One Comment leave one →
  1. Leandro permalink
    23/04/2011 19:45

    Esse é meu amigo!!! É o Roger; da minha turma da academia!É sim, conheço-o… rssr
    Parabéns pelo sucesso… abração…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s